Sem Título XV

E quando penso em me ausentar,
Adeus dar
Aparece algo que me impede
Pelo menos... momentaneamente.


"Ela quer ir, ela quer ficar."

Ao acaso

Não dá para acreditar em acaso.
Tudo o que encontramos, tudo o que esbarramos, tem um quê de vontade própria.

Quando alguém deseja muito alguma coisa, ela acaba por encontrar... é como se fosse uma atração magnética, um atrai o outro, de acordo com a necessidade e o desejo de querer algo para para si mesmo.

Se há pensamentos positivos, coisas positivas virão. Agora se houver apenas pensamentos negativos, sai de baixo! Você pode ser levado ao abismo e toda a negatividade te empurra para que caia mesmo.

Cansei de pensar nos meios, e de estar com ansiedade. A força de vontade leva longe e é esse trem que quero pegar.


♪ Korn - Hollow Life

Adeus quinto mês





Enquanto mais 31 dias deste ano se vão, cá estou eu.
E eu, continuarei a ser.



Seguindo em frente

E quando penso em desistir de certas coisas, penso melhor e vejo que a desistência não é o melhor caminho. Iria me sentir fraca, impotente, covarde e idiota. Não quero me arrepender de coisas não feitas, pelo contrário, quero fazer e se me arrepender, pelo menos vai ser algo que fiz e não que deixei de fazer. Não há nada pior do que lamentar pelas coisas não feitas, pelas coisas deixadas para trás por fraqueza, vergonha, falsa moralidade, preconceito, e principalmente pela boca dos outros.
Acho que muita gente não faz certas coisas pelo tamanho da língua dos vizinhos ou conhecidos. Ligue o “fuck off” e seja feliz :)

Tenho tentando (não posso dizer que tenho feito, pois seria uma tremenda mentira) não me importar com a opinião de segundos, terceiros, quartos e quem dirá quintos. Só quero ser feliz ao meu modo e esquecer a existência de alguns, abrir ainda mais a minha cabeça e colocar boas sementes dentro dela. Quero uma boa clorofila delas, vai ser o meu alimento diário.

Vambora!

♪ The Smiths - This Charming Man

Minha nova admissão

De repente percebemos coisas antes não percebidas, passamos a enxergar o que não era tão óbvio assim ou às vezes até fosse.
Mudamos muito em um mês, mais ainda em um ano. Perdemos e ganhamos coisas, pessoas, atitudes..., refletimos. É como se o nosso parabrisas fosse lavado por uma chuva ou por um lavador qualquer, e vemos e sentimos e respiramos e abraçamos.
Cosias velhas, renovadas, contraídas.

Diferente a forma nova de se encarar os fatos, mas como disse, se é novo, então é natural ser distinto.

Isso faz-me sentir bem :)

*Lendo mais uma vez Eu Sou o Mensageiro, agora posso ler quando quiser.


♪ Foo Fighters - Best Of You

Sem Título XIV

Oi, você não me conhece e eu não te conheço.
Provavelmente você irá pensar coisas, nada conclusivo, devo acrescentar.


Estou cansada dessas maluquices do mundo, de problemas exteriores se chocando com os interiores. De todo esse descaso da maioria, da falta de escolha, de ser jogada em um mundo que não me pertence. Ainda sinto falta de quem realmente sabe ouvir, que entende o lado alheio, e mesmo que não concorde, fica calado.





Tem dias que nos sentimos cansados não é?
Pois então, este dia é hoje para mim.


♪ Clint Mansell - Xibalba

Quero estender minhas mãos para abraçar o aleatório

Palavras não substituirão o que penso.
Elas são sim, um bom remédio, um bom passa-tempo. Uma boa escolha neste momento de solidão.
Ousam tentar imitar para o exterior o que há no meu íntimo. Não passam a mensagem com êxito, devo afirmar. Mas, talvez o delicioso disso é saber que elas são apenas ousadas, mesmo que o mais expert nos recônditos caminhos da vida que o espírito humano passa, tente desvendá-las, ele não consegue. Não dá, ele não tem sucesso em sua tentativa fracassada. Bom, ele tentou, tem um certo sabor nisso também.

Você me conhece? Você se conhece? Você nos conhece?

Tem algo de triste nesse fracasso, em não ser compreendido, em ser observado por olhares misteriosos e críticos. Quem se importa?
O que está sendo visto se importa sim, e mesmo que diga o contrário, lá no fundo há algo que percebe isso, e o faz um ser melancólico.

Me dá um tempo?

Que tal me sacudir e me fazer falar todas as merdas possíveis?
Falar sem pensar, sem calcular, sem ser meticuloso.
Sem tentar ser algo que não sou...

As palavras estão fracassando mais uma vez, elas não estão conseguindo falar por mim, elas querem chorar, querem se sentir um pouco seguras.



♪ Tool - Lateralus



"Over thinking, over analyzing separates the body from the mind."

Sem Título XIII

Sempre se quer um pouco mais
Um pouco mais de momentos
Um pouco mais de compreensão
Um pouco mais de sentimentos
De sorrisos, de abraços

Porém, não há tempo.
Ele passa tão rápido que quando percebemos, já está na hora de partir...
Então, seguimos os paradigmas.

As sensações ficam apenas nas lembranças e na saudade.
Saudade que sempre há uma vontade ou um momento de matar :)


♪ Nine Inch Nails - Closer

Sem Título XII

Às vezes eu só quero morrer, outras eu quero viver.
Às vezes estou fraca e cansada, mas cedo ou tarde a força vem, e me recupero.
Batem ondas de tristeza, de alegria, então penso que meu humor é como o mar, imprevisível, passivamente calmo, estranhamente tempestuoso.

Às vezes bate uma vontade de fazer as coisas mais bizarras e loucas que existem.
Às vezes essas vontades ficam, outras vezes se despedem e acenam um “adeus”.
Mas algumas fingem que vão e voltam numa hora desprevenida, numa hora desprotegida.

Sempre vêm ondas de otimismo, depois de pessimismo, ou vive-versa.

Uma coisa que aprendi faz um tempo, é que sempre há um recomeço.
Se este recomeço é bom ou mau, quem escolhe é você.


♪ A Perfect Circle - Weak and Powerless

Sem Título XI

Sem ninguém encontrar
Sem ninguém a procurar

Me jogar no mar, onde a profundidade é desconhecida
Entrar numa rua que nunca entrei
Não quero mapas, muito menos bússolas
Vou me guiar pelas estrelas e pela posição dos grandes astros

Eu vou gritar para dentro
Depois eu posso gritar para fora

Vou caminhando, não tenho rumo, não me importo...

♪ Tool - Schism

Our suicide

O mal das pessoas está na falta de comunicação, no medo de falar algo, no planejamento do que falar, e ainda assim, acabar machucando. Por outro lado, existem aquelas que não estão nem aí, não medem o tamanho da língua e falam, sem pensar nas consequências. Nossa, há tanto a ser falado, tanto a escutar, mas vamos adiando, até o momento mais tardio para poder falar algo.

Sinto e não sinto ao mesmo tempo, a falta de pessoas compulsivas, impulsivas, não intuitivas.

Estamos num diálogo, e na metade dele um de nós começa a falar mas não consegue terminar, o outro pergunta e ele responde: - Nada não... não era nada importante...

Eis aí a falha, era algo de importância até vital para o ouvinte, mas ele não tinha noção, ele mediu as palavras, ele ensaiou. Mas como ele poderia saber que era tão importante para o outro? O outro não expressou nem ao menos uma única faísca do desejo de saber.
Somos assim, frios, calculistas, atores. Estamos num imenso teatro, um imenso teatro...

Mas, espere! Talvez seja para cobrir os defeitos, para suprir minhas necessidades feitas por meus erros, então eu finjo. Tenho que pensar mais no presente e não no futuro...

Palavras aleatoriamente escolhidas. Pensamentos aleatórios. Chuva. Vento. A paz, onde está?
.
♪ Placebo - Protège Moi

What do you want for yourself?

Tenho assistido várias vezes o filme The Last Samurai, e todas as vezes que o vejo, me emociono do mesmo jeito.

Honra. Palavra com significado muito forte e, assim como outras palavras, um tanto confusa para se definir, se entende mais sentindo do que conceituando.
Perfeição. Não um perfeccionismo qualquer, não um vício, mas algo a ser praticado, algo a ser treinado, dando um toque especial.
Disciplina. É o que faz adquirir a perfeição, uma ligada a outra. Aceitando a disciplina, a perfeição vem com o tempo.
Respeito. Algo almejado por muitos, porém, poucos obtém.
Origem. Não deveria ser esquecida.

Os orientais são um povo esplêndido, respeitáveis, embora eles tenham esquecido suas origens, ainda há aqueles que prezam pelos antepassados, buscam a perfeição e tem a sua honra. Pessoas admiráveis, hábitos magníficos, lugar extraordinário.

Sintetizando o filme, essas palavras (ações) foram as mais importantes e gloriosas que devem ser preservadas na mente.
.
♪ Kitaro - Matsuri (não faz parte da trilha sonora, mas eu gosto :])

Meu nome é Tédio do Ócio

Bom, para quem me perguntar, meu réveillon foi um dia normal. Como nos últimos anos, fui obrigada a ir para a casa da minha avó, não tive escolha e passei a maior parte da noite assistindo tv enquanto comia besteiras e escutava os gritos terríveis do meu sobrinho e do meu primo, ambos pequenos, todos suados feito porquinhos, barulhentos e chatos. Havia uns desconhecidos lá, amigos de alguns da família, a família meio chata e eu.

Passei a outra parte da noite no canto mais vazio da casa, liguei o ventilador, deitei no sofá e fiquei apenas pensando, daí é vem gente me procurando, me desejando "Feliz Ano Novo", eu nem tinha percebido o barulho dos fogos de tão distraída que eu tava. Nossa, pensei em tantas coisas que até agora tenho enxaqueca. Foi um misto de sentimentos e emoções e eu nem consegui me situar direito, meio absorta, meio "drogada", só sei que queria estar em casa já que não podia viajar. Ou queria também mais gente que, assim como eu, não curte essas comemorações e nos juntássemos para assistir um bom filme, com pizza, depois som alto e todas aquelas porcarias, mas com pessoas íntimas mesmo, seria massa. Bom, vou sonhar, acho que não existe isso não.

Dia seguinte, maresia total, o povo faz o famoso churrasquinho, reunidos e bebendo a cervejinha. Volta tudo novamente, as reclamações, as pressões, a falta de privacidade, a falta de respeito, a ampulheta começando a deixar sua areia cair para o patamar inferior, as conversas jogadas fora, enfim, a vida normal. Tem gente que diz "Ano Novo, vida nova", eu digo "Ano novo, vida velha".

♪ Sem música hoje, tô com preguiça.

Changes and choices

Como sempre, tenho pensado...
Pensado em coisas importantes, e não importantes.

Tenho ouvido tanta gente, inclusive eu mesma, dizendo estar só, sem ninguém. A questão é, todos se dizem solitários, mas ninguém tem a coragem e a ousadia de chegar para conversar com esses outros solitários. Todo mundo tem algo em comum, que é a solidão e as boas palavras, as boas ações e os bons sentimentos, mas a partir de um "oi", ninguém é mais igual a ninguém, não há mais nada similar, algo para se apegar...

É muito fácil utilizar as pessoas como instrumentos descartáveis de alegria e depois jogá-las fora. Fácil demais, utilizá-las para nossa conveniência e só.

Ultimamente, tenho me sentido menos solitária, existem certos fatores que, de uma forma ou outra mudaram, pelo menos em parte. Até em minha casa, pequenas porções foram mudadas.
Apesar do barulho, dessa falta de paz diária, ainda assim, as coisas mudaram.

Tive uma nova chance para coisas que realmente quero para mim, tenho um prazo para cumpri-las e é necessário chutar o rabo da preguiça e bater na cara da dita solidão. Se eu não aproveitar, não sei o que posso fazer, apenas dizer adeus e partir para um outro rumo, um curso talvez conhecido, talvez desconhecido.

Chega de preocupações, um basta às coisas supérfluas, um murro no tempo e let's go!


♪ A Perfect Circle - The Outsider

...

Andei pensando no tema da redação da prova que fiz nesse domingo que passou. Falava sobre o ingresso de pessoas a partir da meia idade em universidades e o efeito dessa ação na vida destas pessoas, porém, em contrapartida, pedia para dissertar também sobre a outra parte da população que ainda tem a aposentadoria como meta final da vida. Daí é só esperar as doenças, as idas freqüentes ao médico (especialmente neurologistas, na hora eu lembrei de minha avó) e, não menos esperado, a morte.

Para tipos como eu, foi um bom tema. Algo com que me preocupo, ainda que não seja algo prioritário, mas acho importante.

Como disse, assim que eu li o texto, pensei logo em minha avó, em como ela tem passado, sem muito tempo e ainda assim com todo o tempo do mundo. Livre para ocupar a mente, mas está lá, parada, com problemas. Logo, pensei em minha mãe, e por último, em mim. Quando terminei a prova (que não foi muito boa, por sinal), me senti um lixo. Primeiro, pela prova em si, além de não ter me sentido preparada, a escola ficava num bairro completamente barulhento, e o som que penetrava os ouvidos enquanto tentava me concentrar era o mais conhecido da bahia: arrocha ou brega, tanto faz.
Somando meu estado deprê da semana passada com essa prova e meus pensamentos de fim de ano, resultou em depressão total até hoje. Nem a chuva e os trovões estão me alegrando. Nem um provável feriado de natal legal que estar por vir está me deixando com um risinho no canto da boca. Ando pelas ruas como se estivesse fora de mim, como que viajando, meio lerda, meio tonta, meio triste. Tudo é dividido, tudo ao meio, nada completo. Ok.

Vou ver se dou um puxão em minha avó para ela sair um pouco e se distrair, ir ao cinema ou a um restaurante, a intenção é tirá-la dessa monotonia que criou uma esfera ao redor dela. Quem sabe não consigo fazer ela melhorar, tentar não dói né.

Achei que não fosse escrever nada por aqui, mas acabei escrevendo algo no fim das contas.


♪ Enya - Book of Days

Sem Título X

Quero levar um tapa na cara todos os dias, quero ser empurrada ao abismo e tentar sair sozinha, quero ser torturada, mutilada, massacrada. Quero que as coisas que eu realmente me importo e dou atenção sejam detonadas, sejam tiradas de mim bruscamente para que eu possa, com bastante determinação, correr atrás.
Quero uma boa dose de tortura diária, veneno em minha ração todos os dias pela manhã, ser atirada na lama. Prefiro, anseio tudo isso, a ficar presa dentro de mim, como numa gaiola desprovida de uma chave.

O medo de ficar nela até que a velhice e os costumes me deixem sem opção. Há uma guerra fria acontecendo dentro de mim, não há armas, apenas estou congelada. E a tortura parece ter começado, mas as palavras, ainda que machuquem, não estão fazendo muito efeito. Eu preciso de mais dor, mais punição.


"O céu nunca foi o limite, um limite."




Mas como diz Coldplay: We live in a beautiful world.

♪ Coldplay - Don't Panic

Sem Título IX

É, hoje é domingo. Típica noite entediante do maldito domingo...
Não passa nada que preste em tvs, não há nada legal para se fazer, não há gente legal para falar besteira em uma hora dessas. Nada. Bom, hoje foi domingo, já vai tarde e o tédio não deixa de se mostrar eminente. Fazer o quê...

Eu nunca tinha pensado realmente nisso, mas chega o fim de semana e todo mundo está conectado por esses fiozinhos ligados a um computador para, em suma, se comunicar por aqui. Virou rotina também. É uma certa "precisão" pessoal de cada um, algo chato, parece até mais obrigatório do que preciso. Uma bosta.

Me lembro dos tempos que não sabia qual a serventia da internet e vivia minha vidinha bem longe daqui. Bons tempos, que por sinal, parece que não voltam mais, nunca mais.

Por que mandar um mensagem pedindo para entrar no msn ou em um comunicador instantâneo qualquer ao invés de dizer "Estou indo aí" ou então "Vem aqui, por favor"? Não, ninguém mais faz isso. Aliás, só os sortudos que não sabem o que é internet é que fazem isso.

Eu gosto de sentir a presença da pessoa, de abraçar, dar tapinhas nas costas, isso é muito bom.
Agora não, mal existe assunto, só um sentimento estranho de estar com uma pessoa estranha num lugar estranho, nada mais é familiar.

Desprende-se, se solta, não há mais rigidez feito um gelo, agora só há a frieza do gelo.
Vamos voltar a ser como erámos ou não?


♪ Marilyn Manson - Sweet Dreams

Wake up

É, mais um ano se vai. Estamos em novembro (!!!), e eu, nada!
O ano foi chato, começou mal, continuou mal, e agora, tá paradão. Eu sou uma versão feminina do Ed, tenho 19 anos e nada. De ter planos eu tenho, o problema é que vou dormir pensando em colocá-los em prática na manhã seguinte, mas quando amanhece, eu não quero acordar. Sabe o porquê? A solução desta "equação" é muito simples: durante o sono eu não sinto dor, eu não sofro, eu não fico magoada. Pelo contrário, viajo pelos mais recônditos caminhos do meu imenso cabeção e posso moldar o mundo, fazê-lo melhor para mim.

Então, ridículo isso né?

Do que adianta ir para um lugar que é imaginado e quando acordo já me vêm tragédias?
Vou lhe responder esta minha pergunta prosposta.
Não adianta NADA, absolutamente, nada!

Nada tem me agradado, colocar a cara na rua só por precisão. Ir a festas? Nem pensar! Elas são mais chatas que as reclamações que escuto. Soma-se minha indisposição voluntária com o calor e com as pessoas, resulta em maresia por 24h.
Alguns dias são estranhamente bons. Acho que deve ser por estar acostumada a dias chatos, quando um bom aparece eu estranho...

Bom, mais um ano tá indo, eu tô aqui, querendo pôr meus planos em prática, escrevo coisas para me animar já que não tenho quem me anime nesses sentidos e é isso aí. Na verdade é até melhor eu conseguir superar essas coisas sem a ajuda de ninguém, também não vou mendigar...

Estou no primeiro degrau, quem sabe em breve eu já esteja no último sem perceber?



♪ The Gathering - Shortest Day

Sem Título VIII

Sente-se, não há pressa. Sei que o tempo corre com ou sem você, mas dê-me um pouco de atenção.

Por que me esqueces?
Sem mim, estaria perdido. Estaria, de fato, vagando por aí como os outros perdidos, executando ações e fazendo confissões a quem não se importa com o que dizes.

Para onde fostes?
Eu me importo. É a minha vida também. Por favor, não me deixe para trás como uma lembrança sórdida. Estou viva dentro de você, vejo as imagens que você vê nas paredes e nos chãos. São semblantes diferentes não é?

Olhe, não crie amigos mudos imaginários. Por que você não passa por aquela porta e observa o que lhe aguarda? Lembre-se apenas que quando uma porta se fecha, outra é aberta imediatamente, você somente a percebe quando procurar atentamente.


Vivendo à toa não é?
Desperte.


♪ Agua de Annique - Day After Yesterday

Perto e longe demais

Caminhando a vagarosos passos, observando as faces, os olhares de diferentes idades, dissemelhantes fases. Como mudam a cada época, a cada era vivida.

Um tipo de olhar que me deixa mais triste e pensativa é o das pessoas que carregam várias experiências consigo, sabem muita coisa da vida. Sim, você sabe de quais pessoas falo.

Aqueles olhinhos meigos e tristonhos com um estranho e decaído brilho, pertencem às pessoas de cabelos brancos e pele enrugada, andar tão vagaroso quanto o que eu fui andando quando observei; mãos frágeis e coluna atrofiada. Sim, você sabe de quais pessoas falo.

Paro numa praça próxima e apenas penso, completamente absorta e melancólica, em como estarei naquela idade, se por um acaso a ela alcançar. Perder pessoas para a morte e também para a vida, fazer escolhas que mudem a minha vida para o lado ruim, estar sozinha. E não é uma solidão momentânea, é algo que vai durar até o dia em que meu coração e cérebro abandonarem suas funções, pois não terei mais pessoas com a mesma mentalidade que eu, e por mais que tenha alguma família algum dia, permanecerei só.

Acho que todos temos que experimentar as fases da vida, apesar de termo o livre arbítrio para acabar com ela quando quisermos. É uma questão de querer ou não querer, ficar no meio term equivale a mais sofrimento.

Somos enfim, verdadeiros administradores: vivemos aprendendo, errando, sofrendo, acertando... A universidade é a vida, o professor é a vida também.


♪ Secret Garden - Nocturne